A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2011, chegou ao fim. Ela foi realizada no canteiro central do eixo monumental em frente a rodoviária de Brasília, com o tema: Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenções de riscos. Pensando neste tema, o grupo Arduino Brasília teve a brilhante ideia de criar um projeto colaborativo baseado no conceito Internet of the things (Internet das coisas), usando a plataforma Arduino, especificamente para participação da feira.

MonitoraCerrado

O MonitoraCerrado foi fruto de uma rodada de chopp, logo após o 1º Encontro Open Hardware de Brasília, realizado na Biblioteca Nacional no dia 23 de Julho deste ano. Ali se discutiram as possibilidades do uso de hardware e software livres em projetos de tecnologia. Esse encontrou norteou nossa participação na Semana Nacional, onde foi lançado o desafio: Vamos criar uma rede colaborativa de open data com os dados de miniestações meteorológicas de baixo custo?

Logo a iniciativa do projeto foi abraçada pelos demais participantes do grupo e começamos a dividir as tarefas. Compramos os sensores de umidade e temperatura (DHT-22), reaproveitamos coisas usando conceitos de Metareciclagem, como a carcaça do Air Wick Fresh Matic, brilhante ideia do Werbert Oliveira, os displays de aparelhos celulares antigos (Nokia LCD 5110) e também componentes de placas antigas. Alguns trabalharam na constituição do hardware e outros na parte do software, destaque para o Luiz Ferreira, que criou um programinha em Java capaz de ler os dados da porta serial e mandá-los para nosso servidor central, com o ThinkSpeak instalado.

Comunitário

Por nosso projeto ter uma pegada altamente comunitária, nosso objetivo é também o de ajudar e incentivar a todos aqueles a que estejam fim de participar do projeto, construindo suas próprias estações e ampliando essa rede de compartilhamento. Com isso, ainda temos a divulgação e expansão da plataforma Arduino, um dos objetivos pelo qual o grupo foi formado.

ClimaDuino

Pensamos grande e o MonitoraCerrado é apenas uma das vertentes do ClimaDuino, que deve abranger todos os seis biomas nacionais: Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Cerrado e Pampas. Desta forma, podemos ter o MonitoraPampas, MonitoraCaatinga e assim por diante.

Teremos um servidor central, que será alimentado pelas estações espalhadas por todo o Brasil, será possível coletar dados de bairros, cidades, estados e regiões. O hardware responsável pela coleta destes dados foi batizado de ClimaDuino.

E pra que isso?

Uma vez que os dados de umidade, temperatura, pressão, atmosfera, altitude e qualquer outra medição que for possível ser adicionada, estiverem centralizados em um servidor, poderemos oferecer isso no formato open data para os mais diversos fins:

  • Prevenção de enchentes
  • Prevenção de queimadas
  • Alerta sobre baixa umidade
  • Histórico de mudanças climáticas
  • E mais um monte de outras aplicações ainda não previstas

Mas tudo isto depende da força das comunidades de open hardware espalhadas pelo Brasil. Por isso, se você estiver a fim de fazer parte disto não deixe de comentar aqui ou entrar em nosso grupo arduino-brasilia. O projeto ainda está tomando forma, muitas coisas ainda serão pensadas e melhoradas, este projeto é bom socialmente e vale muito a pena.

About Isaias Coelho

Analista de Sistemas por formação e Programador de Interface por profissão, agora tô aqui escrevendo sobre Arduino...

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